você é minhas asas, mas também é âncora
flutua em mim quando meus pés estão no chão
é tudo o que eu preciso em todos os aspectos
pra não enlouquecer
enlouquecendo em todos os atos
ah, você.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
"meu amor" é a puta que o pariu.
Dói, e dói muito. Nunca foi pouco, nada. Tudo sempre tomou proporções gigantescas, no mundo que eu precisei criar pra abrigar você. Eu lambi, é salgado. Cuspi, não saiu o gosto. Desde então, venho engolindo outras coisas, pessoas, bebidas, o que vier. Mato os problemas no peito e penso em como você teria orgulho de mim, caso soubesse me ver. E mais uma vez eu não consigo chorar, as lágrimas se recusam, fizeram greve. Eu poderia deixar o sentimento intocado pra não inflamar, pra não ter que ouvir ninguém dizer que é só por hoje e amanhã vai passar, o caos. Mas essa dor não se cansa de passear pelos meus cantos, ir-e-vir-voltar-ir-vir. Sei lá, me recusa, porra. Não me aceita, você sabe que eu sou falha e não aguento um terço dos seus "vamos sair hoje pra qualquer lugar". Eu preciso do seu não, porque essa certeza de que eu preciso sempre me mover até você pra conseguir qualquer coisa dilacera demais. Acho covardia, até. Seja gente, me use, mas me comunique. Fodam-se todos esses outros que acham que podem um dia pegar de mim o que você levou. Devo dar o seu endereço pra que eles busquem aí contigo?
Não, eu não estou irritada de novo. É só o coração pedindo socorro, os amigos que não aguentam mais esse assunto infinito. E, sim, filho da puta, você clareou minha vida quando olhou pra mim daquele jeito. E apagou as luzes quando seus olhos não me viram mais.
Eu vou brincar de dançar com a dor, com essa falta de oportunidade, com a minha imbecilidade em insistir nessa porra de amor. Dois pra lá, dois pra cá. Nós dois pra sempre.
Sem você.
(e eu ainda não vomitei tudo o que tinha aqui dentro e não te digo tudo isso de novo porque estou com preguiça da sua preguiça. vai passar. e não me chama de meu amor, nunca mais)
Não, eu não estou irritada de novo. É só o coração pedindo socorro, os amigos que não aguentam mais esse assunto infinito. E, sim, filho da puta, você clareou minha vida quando olhou pra mim daquele jeito. E apagou as luzes quando seus olhos não me viram mais.
Eu vou brincar de dançar com a dor, com essa falta de oportunidade, com a minha imbecilidade em insistir nessa porra de amor. Dois pra lá, dois pra cá. Nós dois pra sempre.
Sem você.
(e eu ainda não vomitei tudo o que tinha aqui dentro e não te digo tudo isso de novo porque estou com preguiça da sua preguiça. vai passar. e não me chama de meu amor, nunca mais)
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