sexta-feira, 27 de abril de 2012

você é minhas asas, mas também é âncora
 flutua em mim quando meus pés estão no chão
é tudo o que eu preciso em todos os aspectos
pra não enlouquecer
enlouquecendo em todos os atos
ah, você.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"meu amor" é a puta que o pariu.

Dói, e dói muito. Nunca foi pouco, nada. Tudo sempre tomou proporções gigantescas, no mundo que eu precisei criar pra abrigar você. Eu lambi, é salgado. Cuspi, não saiu o gosto. Desde então, venho engolindo outras coisas, pessoas, bebidas, o que vier. Mato os problemas no peito e penso em como você teria orgulho de mim, caso soubesse me ver. E mais uma vez eu não consigo chorar, as lágrimas se recusam, fizeram greve. Eu poderia deixar o sentimento intocado pra não inflamar, pra não ter que ouvir ninguém dizer que é só por hoje e amanhã vai passar, o caos. Mas essa dor não se cansa de passear pelos meus cantos, ir-e-vir-voltar-ir-vir. Sei lá, me recusa, porra. Não me aceita, você sabe que eu sou falha e não aguento um terço dos seus "vamos sair hoje pra qualquer lugar". Eu preciso do seu não, porque essa certeza de que eu preciso sempre me mover até você pra conseguir qualquer coisa dilacera demais. Acho covardia, até. Seja  gente, me use, mas me comunique. Fodam-se todos esses outros que acham que podem um dia pegar de mim o que você levou. Devo dar o seu endereço pra que eles busquem aí contigo?

Não, eu não estou irritada de novo. É só o coração pedindo socorro, os amigos que não aguentam mais esse assunto infinito. E, sim, filho da puta, você clareou minha vida quando olhou pra mim daquele jeito. E apagou as luzes quando seus olhos não me viram mais.

Eu vou brincar de dançar com a dor, com essa falta de oportunidade, com a minha imbecilidade em insistir nessa porra de amor. Dois pra lá, dois pra cá. Nós dois pra sempre.

Sem você.

(e eu ainda não vomitei tudo o que tinha aqui dentro e não te digo tudo isso de novo porque estou com preguiça da sua preguiça. vai passar. e não me chama de meu amor, nunca mais)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

os vinte anos da minha vida fizeram sentido em um segundo (aquele em que te vi)
e agora ficam assim, vez ou outra voltando a fazer sentido por algumas horas (aquelas nas quais estou com você)

rosto teu, poema meu

Não fazes ideia
De quantos filmes já criei
Com as cenas
Que me passam
Teus olhos falantes
Tua boca muda

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

crua

enquanto os outros condenam
não entendem
não (se) permitem
lá vamos nós, sem nenhuma direção
esquecendo objetivos
ignorando objetos de desejo
abraçando o desejo
não calamos o corpo
nos calamos em beijos
dedos firmes em minha cintura, arranhando meus pulmões
toda essa falta de ar
lá vamos nós, toda essa ligação
seguindo os mapas da vontade
acelerando nessas curvas
não me importa me acidentar
não me importam todas essas pessoas
deixa. go with the flow, let it be
de olhos fechados não existem gêneros
não pergunta minha idade
só me segue
chegaremos ao destino mais honesto que existe em nós
e é tanta beleza que não cabe em minhas mãos
te seguro, corpo-inteiro
porque mesmo que haja sempre um lado que pesa
o lado que flutua nos domina
sobressai
eu saio de mim
voo,
me perco
sempre volto
(re) pouso
em você.

"E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só."
Caio disse, você escreveu na pele.
e não foi em vão.