Sempre que vai chegando a hora de você "aparecer", minhas mãos ficam geladas.
Imagina como eu fico quando você não aparece.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Caps lock
Eu sei que é mentira, mas continuo acreditando.
Mantra: "SÓ MAIS UMA, TRATE-O COMO SÓ MAIS UM"
Em caps lock, pra gritar no meu coração.
Mantra: "SÓ MAIS UMA, TRATE-O COMO SÓ MAIS UM"
Em caps lock, pra gritar no meu coração.
sábado, 28 de agosto de 2010
Nossa música
Porque hoje eu acordei e descobri que você é, sim, um sonho.
Mas daqueles que a gente sonha várias vezes e nem entende o por quê.
E não se pode escolher
Mas daqueles que a gente sonha várias vezes e nem entende o por quê.
O que não dá pra evitar
"
E não se pode escolher
"
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
O dia em que esse moço veio parar aqui dentro
Você se perdeu e, eu, mais perdida ainda, tentei te guiar. Consegui. Você me achou, chegou em meu endereço e meu coração já era teu só pela ansiedade que me causava. Esqueci de te dizer que enquanto você não chegava, o porteiro me olhou me comendo. Me estranhando. Ainda bem que você chegou logo. Entrei no teu carro. Pensei em entrar em você. "Oi, meu bem, linda como sempre". Teus olhos azuis estavam escuros por conta da pouca luz- mais tarde, no dia seguinte, eu iria descobrir que eles na verdade eram um azul que contornava o verde.
Conversamos amenidades enquanto você dirigia atento. Combinamos de ligar para a amiga em comum para desejar feliz aniversário. E chegamos em sua casa. Seu cachorro fez uma festa como se já me conhecesse. Engraçado, isso. Dizem que cachorros sentem mais que humanos. Tomara que seja verdade.
"Então, tem vários filmes pra a gente assistir. Já assistisse 'Proibido Proibir'?". Não, põe ai.
Mal começou o filme e, sem perceber, eu já estava em teus braços. Me afogando na tua saliva. Te aproveitando com a urgência dos sem-futuro. Uma situação surreal. Perguntei se era você mesmo enquanto me distribuia em tuas costas. Você me olhou estranho e perguntou por quê. Te contei que somos diferentes demais para estarmos tão próximos e que nunca imaginei estar ali. "Eu, já", tímido, você me disse.
Começou a tocar 3x4 e eu discuti internamente com Humberto Gessinger por ele estar narrando meu desejo. Como se estivesse ouvindo meu pensamento, você cantou, justamente, a parte que eu mais queria ouvir de você: "e eu perdi as chaves, mas que cabeça a minha!". Se aproximou do meu ouvido e, como num segredo de liquidificador, continuou o verso: "Agora vai ter que ser para toda vida". Disse baixinho. Querendo calar a vontade e matar nossa vontade de viver.
Depois disso, não me importava mais quem eu era. Nem meus princípios. Me importava você. Me importava a circunstância. Nossos corpos conversaram por instinto, já não havia mais distinção de quem era quem.
Curioso, você estudava meu corpo e teus dedos conversavam lentamente com o fecho do meu sutiã. Eu só queria me perder em você; me perder de mim. Eu só queria ser menos babaca e acreditar menos nas pessoas.
"Dorme aqui comigo, por favor". Acreditei na sua carinha de cachorro pidão. Liguei pra casa e inventei mil desculpas. Falei do trânsito, do escuro, da violência, de tudo. Não falei de você. Porque dentro de mim, eu queria negar sua existência. Porque dentro de mim, agora, tudo arde. Qualquer coisa sem sentido. Nosso escândalo. Nosso não-amor.
"Tu estás tão linda". Ok, senhor gentileza! Teu sorriso cabia dentro do meu e você inteiro cabia dentro de mim. Enquanto eu tentava fugir, você me aninhava nos teus braços, me buscava, me tinha.
É dessa coisa toda sem sentindo e intensa que é feito tudo o que dói agora. No outro dia, acordei com você me dando um beijinho de bom dia, um abraço e um chamego e me dizendo que eu tava linda de cara amassada. Acreditei e nem imaginei como estaria minha cara.
"O mundo inteiro acordar e a gente dormir", sem pressa, do jeito que tem que ser, você me trouxe pra casa. "Pra não morrer de saudades, fica por aqui hoje que eu queria estar contigo de novo", disse. Ficou me olhando até eu entrar no elevador e sumir.
E hoje foi só mais uma sexta-feira. Mais um sexta-feira em que eu acordei ao lado de um dos homens mais lindos que conheci na vida. Mais uma sexta-feira em que tratei como prioridade que me trata nem sequer como opção.
Mas sou assim: hoje eu vou te procurar na cama, vou te amar para caralho, vou molhar o cobertor com minhas lágrimas doces lembrando do que foi vivido. Amanhã, eu te esqueço.
Você foi um sonho, e agora eu preciso acordar.
"Se o acaso nos uniu, deixa que o tempo cuide do resto"
*e esse texto é que nem nosso caso: sem edição, no impulso de esvaziar o calor daqui de dentro e tornar o mundo quente lá fora.
Conversamos amenidades enquanto você dirigia atento. Combinamos de ligar para a amiga em comum para desejar feliz aniversário. E chegamos em sua casa. Seu cachorro fez uma festa como se já me conhecesse. Engraçado, isso. Dizem que cachorros sentem mais que humanos. Tomara que seja verdade.
"Então, tem vários filmes pra a gente assistir. Já assistisse 'Proibido Proibir'?". Não, põe ai.
Mal começou o filme e, sem perceber, eu já estava em teus braços. Me afogando na tua saliva. Te aproveitando com a urgência dos sem-futuro. Uma situação surreal. Perguntei se era você mesmo enquanto me distribuia em tuas costas. Você me olhou estranho e perguntou por quê. Te contei que somos diferentes demais para estarmos tão próximos e que nunca imaginei estar ali. "Eu, já", tímido, você me disse.
Começou a tocar 3x4 e eu discuti internamente com Humberto Gessinger por ele estar narrando meu desejo. Como se estivesse ouvindo meu pensamento, você cantou, justamente, a parte que eu mais queria ouvir de você: "e eu perdi as chaves, mas que cabeça a minha!". Se aproximou do meu ouvido e, como num segredo de liquidificador, continuou o verso: "Agora vai ter que ser para toda vida". Disse baixinho. Querendo calar a vontade e matar nossa vontade de viver.
Depois disso, não me importava mais quem eu era. Nem meus princípios. Me importava você. Me importava a circunstância. Nossos corpos conversaram por instinto, já não havia mais distinção de quem era quem.
Curioso, você estudava meu corpo e teus dedos conversavam lentamente com o fecho do meu sutiã. Eu só queria me perder em você; me perder de mim. Eu só queria ser menos babaca e acreditar menos nas pessoas.
"Dorme aqui comigo, por favor". Acreditei na sua carinha de cachorro pidão. Liguei pra casa e inventei mil desculpas. Falei do trânsito, do escuro, da violência, de tudo. Não falei de você. Porque dentro de mim, eu queria negar sua existência. Porque dentro de mim, agora, tudo arde. Qualquer coisa sem sentido. Nosso escândalo. Nosso não-amor.
"Tu estás tão linda". Ok, senhor gentileza! Teu sorriso cabia dentro do meu e você inteiro cabia dentro de mim. Enquanto eu tentava fugir, você me aninhava nos teus braços, me buscava, me tinha.
É dessa coisa toda sem sentindo e intensa que é feito tudo o que dói agora. No outro dia, acordei com você me dando um beijinho de bom dia, um abraço e um chamego e me dizendo que eu tava linda de cara amassada. Acreditei e nem imaginei como estaria minha cara.
"O mundo inteiro acordar e a gente dormir", sem pressa, do jeito que tem que ser, você me trouxe pra casa. "Pra não morrer de saudades, fica por aqui hoje que eu queria estar contigo de novo", disse. Ficou me olhando até eu entrar no elevador e sumir.
E hoje foi só mais uma sexta-feira. Mais um sexta-feira em que eu acordei ao lado de um dos homens mais lindos que conheci na vida. Mais uma sexta-feira em que tratei como prioridade que me trata nem sequer como opção.
Mas sou assim: hoje eu vou te procurar na cama, vou te amar para caralho, vou molhar o cobertor com minhas lágrimas doces lembrando do que foi vivido. Amanhã, eu te esqueço.
Você foi um sonho, e agora eu preciso acordar.
"Se o acaso nos uniu, deixa que o tempo cuide do resto"
*e esse texto é que nem nosso caso: sem edição, no impulso de esvaziar o calor daqui de dentro e tornar o mundo quente lá fora.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Machismo
Se eu fosse homem, seria o "bonitão-fodão-exemplo-para-outros-bonitões-fodões".
Mas, como eu sou mulher, me restou "ser puta" mesmo.
Então tá, né?
Mas, como eu sou mulher, me restou "ser puta" mesmo.
Então tá, né?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
É pra você mesmo que eu estou falando
No começo era mistério. Aquela coisa de "não conheço, mas sei que já vi". O problema é que as coisas desse mundo me empurravam pra você. Sabe Clarice? Sabe a discografia de Los Hermanos que nunca saiu dos planos? Um encanto num sorriso que me chamou a atenção. Eu pensei: "viajo em você". Aí, você me disse isso. Todas as coisas do mundo me empurravam tanto pra você, que eu praticamente caí em cima de ti. Acho que de imediato, o impacto foi tão forte, que meu coração não entendeu a mensagem. Porque você é do tipo de pessoa que a gente precisa pra vida toda e seria arriscado demais continuar caída em cima de você e não levantar pra ver as tantas outras coisas mais bonitas que você tinha à me mostrar. Talvez eu te sufocasse, por isso, eu precisei levantar pra você não ir embora. Será que você consegue, agora, me entender?
Mas foi só eu sair de cima de você pra que uma série de desencontros marcasse nosso encontro. Que engraçado. Vida escrota que faz a gente andar e andar, mudar e mudar e descobrir que nosso lugar é o mesmo de onde partimos: o início. O que está no passado e ainda importa para o presente- e vai se fazer essencial no futuro- nunca morre: fica congelado até que a gente perceba que não há falso-presente que apague o nosso passado só porque a gente quer. Há, sim, passado-futuro, que está congelado esperando nosso calor pra descongelar e renascer. Então, nos revivemos.
Depois disso, milhões de coincidências marcam nosso destino. O que é mais cômico: já não basta esse amor de tanto que eu sinto tão presente em mim. A vida acha pouco e faz questão de ficar jogando lembranças e coisas que remetem, de fato, a você. Só por garantia de que a gente não vai se afastar.
Porque no fim das contas, nós somos muito diferentes da maioria das pessoas ao nosso redor. E, quando merecemos, o "acaso" nos envia presentes: pessoas iguais a nós, pra que nunca nos sintamos sozinhos.
É que quando você me sorri, eu me abro em flor. Um chá da tarde não é só um chá da tarde. Você sabe: Maria foi embora dos nossos escapulários, porque, no nosso caso, "só Jesus mesmo" (mas que boa piada!). E então eu te canto: "Give me a reason to love you" e você me dá mais de mil motivos pra te amar.
E você vai entender. Tô escrevendo esse texto só por garantia- imitando a vida. Pra que você nunca esqueça que eu vou estar sempre aqui, admirando sua camisa xadrez, sua timidez, seu "enjoamento", seu sorriso, seu afeto, sua doce forma de me guiar.
E todo esse arrodeio foi só pra te dizer que eu te amo, cabeção.
Mas foi só eu sair de cima de você pra que uma série de desencontros marcasse nosso encontro. Que engraçado. Vida escrota que faz a gente andar e andar, mudar e mudar e descobrir que nosso lugar é o mesmo de onde partimos: o início. O que está no passado e ainda importa para o presente- e vai se fazer essencial no futuro- nunca morre: fica congelado até que a gente perceba que não há falso-presente que apague o nosso passado só porque a gente quer. Há, sim, passado-futuro, que está congelado esperando nosso calor pra descongelar e renascer. Então, nos revivemos.
Depois disso, milhões de coincidências marcam nosso destino. O que é mais cômico: já não basta esse amor de tanto que eu sinto tão presente em mim. A vida acha pouco e faz questão de ficar jogando lembranças e coisas que remetem, de fato, a você. Só por garantia de que a gente não vai se afastar.
Porque no fim das contas, nós somos muito diferentes da maioria das pessoas ao nosso redor. E, quando merecemos, o "acaso" nos envia presentes: pessoas iguais a nós, pra que nunca nos sintamos sozinhos.
É que quando você me sorri, eu me abro em flor. Um chá da tarde não é só um chá da tarde. Você sabe: Maria foi embora dos nossos escapulários, porque, no nosso caso, "só Jesus mesmo" (mas que boa piada!). E então eu te canto: "Give me a reason to love you" e você me dá mais de mil motivos pra te amar.
E você vai entender. Tô escrevendo esse texto só por garantia- imitando a vida. Pra que você nunca esqueça que eu vou estar sempre aqui, admirando sua camisa xadrez, sua timidez, seu "enjoamento", seu sorriso, seu afeto, sua doce forma de me guiar.
E todo esse arrodeio foi só pra te dizer que eu te amo, cabeção.
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